Quebra do Lehman Brothers, nos EUA, iniciou fase aguda da crise mundial – a quebra do banco Lehman Brothers, há 12 meses, iniciou a fase mais aguda da crise financeira, período marcado pela fragilidade do sistema bancário norte -americano e mundial, que só foi superado por conta de intervenções pesadas dos Governos de diversos países, que colocaram bilhões de ólares nos mercados financeiros e empresas para impedir um colapso e uma crise ainda maior.
Economia brasileira se recupera e sai da crise: PIB avança 1,9% no 2T’09 – a divulgação pelo IBGE dos dados do Produto Interno Bruto, indicador que mede a riqueza produzida pelo país, mostrou que a crise mundial levou a economia brasileira a uma rápida recessão de dois trimestres, causada, pelo lado da oferta, por uma forte queda da atividade industrial e, pelo lado da demanda, por uma súbita retração dos investimentos. Frente ao 1T’09, o PIB cresceu 1,9% (7,8% na taxa anualizada), com destaque para a recuperação da indústria e a manutenção do crescimento dos serviços, ambos devidos a um forte desempenho do consumo. Apesar de estarmos crescendo na comparação com o 2T’08, a atividade produtiva está abaixo de seus valores de um ano atrás, uma vez que a queda da atividade industrial ainda não foi superada. De qualquer forma, o aspecto mais importante é que dentro do grupo das principais economias mundiais, o Brasil foi um dos poucos países a apresentar rápida recuperação desde o pior momento da crise, sem sequer apresentar queda no consumo.
Cotações se recuperam, e quem investiu durante a crise obteve ganhos expressivos – a forte oscilação dos preços das ações brasileiras foi um aspecto marcante nestes últimos 12 meses. O retorno positivo de 11% na comparação com um ano atrás não mostra que as ações chegaram a cair 44% em pouco mais de 40 dias, entre meados de setembro de 2008 e o final de outubro daquele ano, pressionadas pela forte saída de investidores estrangeiros. Apesar de significativa, a recuperação dos valores ocorreu aos poucos, ao longo de 2009, com a alta do Ibovespa atingindo 55% em 2009 e quase 100% desde o pior momento, em 27/10/08, favorecendo os investidores que aproveitaram o período de crise e cotações baixas para ampliar seus aportes, adquirindo cotas a preços bastante reduzidos – a alta do GF Programado FIA em 2009 alcança 59%, enquanto o Geração FIA acumula ganhos de 65% no atual exercício.
Perspectiva de PIB em alta e juros em queda favorece investimento em ações – a confirmação da rápida recuperação da economia brasileira em meio à crise mundial reforça as perspectivas positivas de crescimento e desenvolvimento mais acelerado do país já a partir de 2010. Neste contexto, o cenário macroeconômico marcado pelos menores juros da história,inflação sob controle e consumo em ritmo acelerado, favorece amplamente o investimento em ações, sendo explicado tanto pelas projeções de que os lucros das companhias brasileiras crescerão substancialmente nos próximos anos, quanto pela provável migração de recursos dos investidores brasileiros, que em busca de retornos maiores destinarão uma maior parte de suas aplicações ao mercado acionário – aumentando o preço dos ativos. Essa posição favorável do Brasil no contexto mundial também contribui para que os recursos de investidores estrangeiros continuem entrando na Bovespa, ampliando a rentabilidade dos atuais aplicadores.
Fonte: Informativo Geração Futuro
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